domingo, 21 de junho de 2015

Dias Dourados!!

São onze da noite, sábado. Daqueles de fim de mês, que a renda não é tão boa e você escolhe ficar em casa.

O filme  já acabou a meia hora, e dessa vez, quem cochilou no sofá cama foi você.
E aconteceu que o cochilo virou um sono de princesa profundo (minha bela adormecida).
Levantei para pegar um edredom mais quente - ta fazendo um frio lascado aqui em São Paulo - pra cobrir- te.

Por sei lá quais motivos, quis admirar- te naquele momento.
Sentei no tapete e fiquei ali, de frente a seu rosto.

Tentei imaginar em quais sonhos malucos estava tendo.
Mas não sei como, de repente me vi numa linha de raciocínio totalmente paralela, e me lembrei dos nossos primeiros meses de casados.

Quando eu acordava de manhã e tinha um "estranho" saindo do banheiro. Com os cabelo parecendo que acabou de sair de um comercial de gel.
Das inúmeras vezes  em que cheguei em casa do trabalho e sentia um cheiro delicioso do meu prato preferido no ar.
E de noites como essa, que deitavamos na sala e assistíamos algo.
Eu sempre dormia...
Também, não tinha como resistir ao carinho e cafunés que você me oferecia.

Resolvi retribuir... Bem devagar, passei os dedos nos seus cabelos.
No primeiro instante nada mudou, mas alguns minutos, suas bochechas coraram.
Isso geralmente acontece quando você fica surpreso.
É o seu sinal de que gostou... Bem, acho que fiz o certo então.

Enfim, perdi a noção do tempo ao ficar ali te olhando.
Despretensiosamente olhei para o relógio. E vi que já era quase 1:00 da manhã.
Sem questionar, desliguei a TV e me juntei a você.

Fechei os olhos e me permiti mais uma vez sonhar com dias dourados. Ao seu lado.

Boa noite!

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sábado, 20 de junho de 2015

Para a Boa Convivência!

Minha mãe sempre me disse que tenho algumas manias chatas e que por mais que fizesse parte da minha identidade, era bom que eu procurasse mudar.

Afinal de contas, ninguém é obrigado a conviver com minhas chatices - não estou falando que sou mal educada -  mas que para ter uma boa convivência, é necessário fazer adaptações. São pequenas, e podem até mesmo nos ajudar a melhorar.

Então comecei a me perguntar: qual a principal mania que eu tenho que deixar?
A resposta, veio alto e claro em minha mente: seja menos preguiçosa.
Acredite você ou não, mas a preguiça além de ser um defeito muito (e põe ruim nisso) ruim, atrapalha muito a "boa convivência".

E não é que deu certo!

Eu sei que existem coisas que é complicado de fazer, ficar na cama perante algumas situações parece ser tão bom...
Mas esta um dia lindo lá fora, saia e aproveite!
Tomar um pouco de ar, ver pessoas (por mais que por conta do trabalho você as veja sempre) e relaxar.

PS: em relação a preguiça só tem uma coisa que talvez na nunca mude em mminha vida: a de pegar ônibus... Junta meu desânimo e minha falta de paciência...
Quando me dou conta, já estou indo a pé para os lugares.

Entre outras coisas que precisam ser mudadas.
Mas não fique querendo fazer tudo muito rápido.
Pratique um pouco por dia, e verás um resultados incrível!

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

O Resultado de Uma Surpresa Em Meio Semana

- Thiago onde estamos indo?
O prédio onde eu moro já passou sabia?

Me toquei que mudamos o percurso e já fui logo reclamar.

- Opa! Calma ai moça... Já estamos chegando, eu disse hoje cedo que precisava conversar com você.

- OK! Podemos conversar na minha casa! Estou morta de cansaço!
Dez horas da noite e você esta me levando pra passear em São Paulo numa quinta feira! Eu tenho um trabalho mega importante pra terminar! E quero dormir! Acordei 5:00 horas! E você...

- Psiu! Chega Fernanda! Você sabia que íamos a outro lugar hoje.
Disse que tudo bem.

Como ele consegue ser tão calmo? Enquanto estou aqui explodindo, ele dirige tranqüilamente. Até abaixou o som.

- Que horas foi isso? Num sei de nada não!
Thiago onde estamos indo? Falta muito? E vem cá, por quê não podemos falar na minha casa? Ou na sua como sempre fazemos?

Pra onde esse menino esta me levando. Coisa boa não é...

- Por motivos de que... Quando chegarmos você vai entender. Agora vai, começa a falar do seu dia como você sempre faz... O seu professor de inglês continua pegando no seu pé?

Tentei ser manhosa... Vai que cola não é?
- Amor... É sério, que tipo de brincadeira é essa? Eu te conto tudo direitinho quando você dar meia volta e me levar pra casa. Onde tem comida, um chuveiro e roupas quentes.

- Bom, aqui também tem. Menos a parte do chuveiro. Toma aqui, comprei coxinha pra você.
Ontem disse que foi dormir com vontade então trouxe pra ti.
Tem suco também.
 
Thiago pegou uma caixa com várias coxinhas - daquelas que eu amo!- e uma garrafa de suco.
Tentando - como sempre - me comprar com comida. Teria funcionado se eu não estivesse tão irritada.

- Ainda to com frio.
- Atrás da senhorita tem um moletom estendido. É só pegar e vestir. Vamos, me fala. Conversa comigo amor, ficamos o dia todo ocupados. Mal nos falamos.

A cara de cachorro sem dono dele enquanto dirigia - pra sabe Deus onde - era irresistível.

- Minha colega ganhou neném, e me chamou pra ver. E as meninas estão marcando um churrasco na casa da Cecília...

Sente minha empolgação...

Enquanto falava do meu dia - que por sinal não teve nada de diferente - avistei um chalé.  No qual Thiago estava estacionando o carro na frente.

- Hummm.
Aguarda aqui no carro tabom?
Vou ali falar que você já chegou.
- Falar oque pra quem? Thiago volta aqui!
Ele já tinha ido...

Dois minutos depois, o garoto aparece com um lenço, abre a porta do carro (eita coisa estranha) e fala:
- Pode deixar a bolsa lá trás. E vem comigo. Ah! Vou vendar você.
- Hãm? Oi? Que palhaçada é essa?

Eu preciso dizer que: Esse menino é muito palhaço. Adora tirar sarro do meu nervosismo. E vou confessar um coisa.
Eu finjo que não acho isso lindo. Por mais estranho que seja, fico bem calma quando ele faz isso.
Mas brinco de ser brava.
Só pra ver ele sorrir mais.

- Calma Fernanda. Vem, eu te conduzo.
Você vai gostar, prometo.

Como não tinha outra escolha, obedeci as ordens.
Tentei pelo menos um pouco, deixar o cansaço de lado. Até eu mesma estava incomodada com meu próprio chilique.

Enquanto ele me levava - pra sabe lá Deus onde - fazia perguntas : " esta com medo? " "o quê acha que é?" " já disse que hoje você esta linda? " .
Respostas: "aham!" "não sei, ta longe? " "Thiago para de ser besta".

Aos poucos fui me soltando.
Cinco minutos andando, e comecei a sentir um cheirinho diferente.
Não! Não era comida.
Era bem melhor que comida.

- Aqui. Pode parar. Chegamos.

Tirou o lenço dos meus olhos. Minha visão ofuscada.
Olhei ao redor, era uma sala. Muito linda.

- Tá mais... Pra que me trouxe aqui?

De repente, senti um tombar nas pernas.
Quando olhei pra baixo...

- AMOR DO CÉU! MENTIRA?

Eu já estava no chão. Sentada com um filhote de cachorro no colo.
Imaginem a Felícia.

- Gostou? Sei o quanto um cão faz falta pra você. Desde que se mudou.
Não gosto de deixar você sozinha durante a semana então... Juntei o útil ao agradável.
E antes que me esqueça, é macho.

- Senta aqui, perto de mim - eu tinha soltado o filhote e pulado no colo do noivo mais maravilhoso do mundo - Desculpa ter gritado contigo o caminho todo. Quem dera passasse pela minha cabeça tamanha alegria estaria me aguardando as dez da noite. Numa quinta- feira.
Obrigada.

A essa altura éramos um casal com olhares profundos em meio a um abraço num chão de alguma sala por ai, com um cão no colo.
Que Família mais linda!

Ele escolheu apenas me observar.

Minutos depois, voltamos para o carro, com um membro a mais. Que ainda estava sem nome.

Na volta pra casa, brinquei com - nosso - mais novo melhor amigo.
E claro, o tempo todo, Thiago olhava pro lado - no mesmo instante que eu também olhava - e ali podíamos enxergar o companheirismo que havia nascido a 6 anos atrás, quando trombamos no corredor da faculdade.

Encontrar uma pessoa que sabe do que se passa dentro de você em poucas palavras porém muita observação, é maravilhoso.

Pode parecer até bobo, "ele só te deu um cachorro".
Mas se pudesse entender oque estava acontecendo ali, com certeza veria que era muito mais do que "apenas um cachorro".

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

O Amor Lança Fora o Medo!

Não me sinto bem.
Uma mistura de frio na barriga, ansiedade, tristeza, insegurança, e vontade de não sair do lugar.
Mas tudo isso junto me empurra pra fora deste quarto.

Pensando bem, é tudo tão familiar.
Comum. Como se sempre sentisse essas coisas todas juntas.
É... É o tal do medo.

Dizem por ai que precisamos vence-lo.
Gosto de guardar cada um deles comigo.
Sei lá, traz um certo conforto. Do tipo:" não deixe escapar da jaula!"

Sobre tudo, reconheço que tenho que solta-los e ser liberta de certa forma.
Pois querendo ou não, eles me aprisionam.
Ninguém gosta de ficar preso.
Então deixo ir...

Mas não você ai pensando que essa tarefa é fácil!
É preciso muita força! Coragem!
E claro: AMOR!
Sim...AMOR!
O Amor lança fora o medo!

Fantástico não é?!

Pensa aqui junto comigo.
Vem cá.

Tem tantos sonhos dentro dos nossos corações. E claro que queremos contemplar cada um deles.
Entretanto, alguns não são tão simples assim.
Por conta de barreiras e sobretudo MEDO, não prosseguimos.

Contudo, se confiarmos em Quem é fiel e sabe daquilo que precisamos vencer, não teremos receio algum de chegar onde desejamos.

Deus com todo seu Amor, nos capacita, encoraja e principalmente nos Guia em direção ao caminho certo!

Entendeu agora?
O AMOR LANÇA FORA O MEDO!

terça-feira, 16 de junho de 2015

Idosos são Amor!!!

Hoje acordei mais feliz!
Me aprontei assim que levantei, tomei um bom café.
Coloquei o presente que comprei na mochila e sai de Casa.
Toda empolgada... E você deve estar pensando "hum quem a moça vai encontrar?"

Digo a você que umas das melhores coisas que já fiz na vida, uma delas é : conversar com gente mais velha.

Eles me ensinam tanto!
Quanta sabedoria, uma alegria que vem deles, que chega ser impossível nao ser contagiado.
Fora que eles são ótimos ouvintes!
Escutam tudo com atenção, dão conselhos preciosos e que vale levar e passar adiante.
Guarde a cada conversa que tiver com algum idoso.
Por mais que seja aquela senhora simpática do ônibus.

Em uma dessas idas e vindas, conheci dona Irene.
Uma linda mulher de cabelinhos brancos que parecem nuvens!
Foi assim: eu estava na pracinha do parque (sim, como podem reparar, amo parques!) e enquanto balançava o copo de suco vazio, ela sentou do meu lado e começou a puxar papo.

No começo retrai um pouco, mas ela era tão fofa e as historias tão maravilhosas, que me rendi...
Ficamos ali cerca de quase umas duas horas.

Uma coisa que eu amo nos idosos é na sua capacidade de contar histórias.
Gosto muito de aprender sobre marcos históricos, e dona Irene me contou sobre o Brasil em sua época de juventude.
Professores de história me desculpem (desculpa irmã), mas ela ensina como ninguém!
Tirou todas as minhas dúvidas!

E claro, como toda boa avó, os bons conselhos não poderiam faltar.

Como amo parar e ouvir das pessoas que já viveram nesse mundo a mais tempo.
Tem gente que não da nem uma moeda.
Dizem que "velhos são burros!"
Coitados!
De-lhes o respeito!
São mais inteligentes do que muito doutor por ai viu...

E foi com essas lembranças que percorri o caminho até a casa da Silvia.
Filha da dona Irene.
Hoje ela completa 85 anos!
Fui uma "convidada surpresa".
Segundo Silvia, a mãe falava de mim sempre. Me tinha como neta.
Mais do que justo ir lá fazer as honras não acha?

Com toda alegria, abracei minha linda amiga, e fiquei lá mais uma vez, ouvindo ela falar...

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Esses Sábados No Parque...

Eu estava sentada no gramado do parque com um livro na mão, e um café do lado.
Concentrada na leitura sobre a vida de uma ex prisioneira judia, nem tinha reparado que tinha um garoto olhando "disfarçadamente" para a capa do livro.

Fingi que não tinha reparado.
Não deu certo.

Eu tive que voltar e olhar de novo - esqueci de acrescentar que ambos estávamos de óculos escuros - sua jaqueta me chamou atenção.
Era bege, e com uma touca.

"Para de olhar!"

Voltei me ao livro.
Já nem me lembrava em qual parte estava.
Recomecei a página, ignorando o fato de ter um menino - vulgo muito lindo - olhando em minha direção.

Me concentrei rapidamente e quase nem notei que tinha alguem do meu lado pegando na capa.

- Depois de oque?
Desculpa, eu fiquei curioso.

QUE SUSTO!
Olhei pro lado e ele estava sem óculos, os olhos castanhos mais vivos que já vi.

- Auschwitz. Depois de Auschwitz.
- É de terror? Essa capa é muito medonha.
- É sim, um terror real.
- Baseado em fatos reais? Sobre o que?
- História da Segunda Guerra. Mais especificamente sobre Holocausto.
- UAL! Gosto muito de ler sobre estes assuntos, se importa?
Perguntou enquanto apontava para o livro.
- Magina, vou só marcar a página.

Alguns minutos passaram, folheou a vontade - sem tirar da página  e me entregou.
Olhar vivo, curioso.

- Gostei muito! Vou marcar o nome e quando for embora, passo na livraria.
Já estou terminando esse aqui mesmo.
Tirou da mochila, um livro mediano com a capa branca. Com um desenho que me era familiar. Saberia dizer quem era aquela pessoa de longe.
"Ele esta de Volta".
- Sou louca pra ler esse livro. É bom? Não é muito técnico?
- Um dos melhores que já li. É de boa.
Tirei umas boas risadas.
- Hummm, risadas? Gostei, próximo da lista.

Pausa de um minuto, olhamos pro café ali em nosso meio - que devia ter esfriado - quando minha barriga quebrou o silêncio.
- Ai que fome!
Tirei da mochila, três pacotes de biscoito.
- Quer?
- Obrigada, você quer suco? Podemos juntar tudo e fazer um piquenique.
- Nossa! Genial!
- Aqui. Toma um copo...
Aquela pausa em forma de pergunta.
- Aline . Meu nome é Aline.
- Prazer, Thiago.

No mesmo instante, estávamos trocando comida e falando de livros.
Dois desconhecidos em um parque de São Paulo sábado de tarde.

Parece esquisito mas foi assim que aconteceu.
Incrível como as ocasiões não propositais, cooperam para os encontros.
Melhor ainda foi perceber, como tudo aconteceu no tempo certo.

Saímos dali já tinha escurecido, Thiago me deixou na porta do carro e se foi.
Mas deixou a certeza de que voltaria.

domingo, 14 de junho de 2015

Sonhos Que Caminham Para Realidade

Sabrina era uma menina de 9 anos, que sonhava em ter seu espaço no mundo.
Ela brincava de boneca, casinha, supermercado, escolinha...  Embora  preferisse fingir ser um power ranger e sair fazendo poses ao por do sol.
Como toda criança.
Porém sempre ansiava pela vida desde cedo.

Enquanto ela arrumava sua cozinha de mentira na gaveta do guarda roupa, pensava "hoje é uma brincadeira, mas quando eu for comprar meu fogão pro meu apartamento do futuro, ele vai ser lindo, grande e colorido!"
Se deliciava com o vento no prato, sorrindo ao ter esses devaneios.

Tinha o costume de se juntar a sua mãe na sala e ficar ali atrás da cortina (seu cantinho preferido ) brincando de escritório.
É claro que o momento pedia um pensamento fértil né?
"A mamãe está ali assistindo jornal, mas eu estou aqui treinando pro meu futuro! Um dia vou trabalhar na minha própria casa! Na frente do computador, com um cachorro do lado. Igual a menina do comercial.
Se ela pode, eu também posso! "

Sabrina sempre cultivou esses pensamentos (se é que pensamentos se cultivam), e acreditava com todas as suas forças que isso tudo de fato aconteceria.
"Sofria" muito com a intolerância das pessoas, que tentavam (mesmo que as vezes não era proposital) colocar em sua cabeça que esses sonhos não existem, e que era pra ela parar de sonhar tanto!

Além disso, ela queria muito descobrir algo que a fizesse feliz como profissão.
Pensava em várias coisas, cogitou várias faculdades.
Pesquisava cursos, tentava se auto avaliar, até fazia aqueles testes vocacionais na tentativa de encontrar a alegria da sua alma.
Nada disso parecia funcionar.
Começou a achar que talvez tinha alguma falha no seu "sistema".

Em meio a essas tentativas frustradas, um dom foi chegando de mansinho, tomando conta dos seus dias.
E sem deixar claro sua intenção de imediato, prendeu a garota de uma jeito intrigante.

Ela sempre (de certa forma, até meio que obrigatória ou por hobby) praticou o tal do dom.
Mas nunca passou pela sua cabeca a ideia de se aprofundar.
Para ela, era algo ali que fazia as vezes. Sem pretensão nenhuma, por puro prazer.

Por alguns dias, experimentou expor o dito cujo para o mundo!
Felicidade, empolgação, nervosismo e muito empenho foram apenas as poucas das sensações da menina.
Teve um resultado final satisfatório.
Tal qual a incentivou a progredir mais e mais.
Não queria largar!

Hoje encontrei Sabrina na volta pra casa.
Como me alegro em encontra-la.

Conversamos por alguns minutos, ela me contou sobre o novo emprego, os planos para a faculdade e como esta no momento feliz da vida!
Confesso a você, que estava um pouco triste. Tive uma semana daquelas!
Mas sabe aquela frase " as pessoas podem tornar seu dia melhor ",  essa menina exerceu seu papel e cumpriu a missão do dia!

Cheia de sonhos e vontades, tem o pé no chão, e sabe que caminha pro lado certo (mesmo com medos, mas estes por sua vez, são usados a seu favor) , me mostrou em poucos minutos que o massacre da sociedade não pode matar o ser humano que mora em você.

Sabrina não veio de familia rica, não era aquela menina que nos almoços de domingo, os parentes gostavam conversar (porque achavam que vivia no mundo da lua) , mas uma coisa que sempre me chamou a atenção nela, era o fato de que a Fé nunca passava batido.
Não se importava com os comentários "pobres" a seu respeito. Já sofreu muita ofensa por conta disso.
Porém sempre se reerguia.

Quando cheguei em casa, sentei no chão e encostei a cabeça na cama.
E comecei a me perguntar " por que não enxergava isso antes?
Como deixei ela ir?"

Bateu um arrepio e uma certa  saudade.
Mas Sabrina seguiu seu caminho, e tenho absoluta certeza que não teria chegado onde chegou, se estivesse do meu lado.
A vida nos levaria a lugares diferentes.
Por isso também fico feliz.
Sei que em seu caminho, cruzará um cara de muita sorte!
Não que eu não tenha sido, mas o meu tempo já foi.


sábado, 13 de junho de 2015

Hoje Eu Me Permiti...

Hoje eu me permiti dormir até meio dia - mesmo não gostando - e acordar com o céu sorrindo para mim.

Me permiti andar descalço pela casa - mesmo estando gripada e garganta meio ruim - e ciente de que vou ter que arcar com as consequências.

Deixei de lado a maquiagem e fiquei de cara lavada.
Meu cabelo, preso num coque, acrescentou o look.

Hoje eu me permiti assistir TV o dia todo.
E apenas hoje, comi besteira o tempo todo.

Mas me permiti também, abraçar minha mãe bem forte, mesmo estando gripada.
Porque não deixarei o amor de lado por conta de um vírus.

Me permiti dizer "te amo" pra quem me abandonou um dia, mas a saudade não lhe foi fazer companhia.

Me permiti me apaixonar por alguém, já que não o fazia a muito tempo.
Foi bom!

Hoje eu me permiti a continuar ser feliz, e me sentir bem.
Porque as vezes precisamos dar uma folga para aquele personagem, que passamos a semana inteira montados.

Que não nos deixa ver, ser ou sentir algo que queremos e guardamos apenas para o fim de semana.
Liberdade!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Me Divirto Vendo Sua Confusão...



Em meio a um sonho espetacular, onde eu viajava pela Europa de barquinho e com batata frita do lado (cada um com seus sonhos ok? ok!), acordei com um bater de sapatos no chão.

- AI! Tomará que não tenha acordado a Marisa.

Bom, tarde demais amigo, eu já acordei. Mas estou de bom humor hoje, então vou aproveitar minha folga aqui deitada, ouvindo você cochichar o nome das coisas das quais nunca acha pela manhã.
Esse é meu hobby matinal preferido. Contemplar os erros que você comete tentando se arrumar sozinho.

Como estava afim de me divertir um pouco, dei uma leve mexida no braço, arrastando o edredom até o topo da cabeça, deixando apenas uma fresta para poder olhar para seus olhos (mesmo no escuro, a luz do sol que bate na nossa janela ilumina um pouco do quarto) preocupados e ansiosos por saber minha reação.
Nossa, como queria rir! 
Mas não podia, como a boa atriz que sou, continuei a fingir que dormia, pra ter a desculpa de te olhar em secreto.

Com muita cautela, sentou na beirada da cama e calçou os benditos sapatos que caíram no chão.
Dizem que "o amor é cego", mas digo que é uma verdadeira mentira!
Muito pelo contrário, ele lubrifica nossos olhos ampliando nossa visão.
Enquanto te observava, era quase impossível não perceber a beleza que tem em você, e não digo apenas pelo homem alto (lembrando que qualquer pessoa que passe dos meus 1,53 de altura, para mim é considerado alto) , de pele "encardida" (mas afirmo que isso é um elogio, não se assuste!) e com olhos vibrantes que você é.
Tudo em ti é harmônico,natural e cativante. Solto suspiros só me lembrar da primeira vez que te vi.
E claro, essa ruga no meio da sua testa, enquanto você sofre colocando os sapato, traz todo um charme para o momento.

Fiquei tentada a levantar e te ajudar a escolher e arrumar tudo, mas você sempre diz que eu te mimo muito, e quer tentar se virar sozinho. Tudo bem, eu deixo.
Tiro umas boas risadas com isso, é extremamente engraçado ver a quantidade de vezes que você grita meu nome da cozinha nas quartas a noite,porque precisa de ajuda com algo.
Porém, o moço já é grandinho o suficiente (pelo menos é oque ele me fala né...)

Depois de vencer a guerra com cadarços, por sei lá qual motivo, olha para trás murmura :
- Será que ela ta fingindo?

DROGA! Ele descobriu meu disfarce!
Você se inclina até o outro lado da cama, e tira o edredom do minha cabeça, passa os dedos na minha testa, levando minha franja até a orelha( como eu queria olhar diretamente para seus olhos e apenas com isso, decifrar seus pensamentos), estava tão próximo que senti sua respiração.
- É, ela realmente dorme igual a uma pedra! Parece que não dorme a anos!
Dorme bem, embora não vou estar aqui quando você levantar,te desejo um bom dia! Te Amo!

"Eu também!" Respondo mentalmente, acreditando que leria meus pensamentos (Cullen).
Um beijo na testa.
E pronto!
Fiquei ali na vontade de sair correndo e pular na suas costas e dizer "Enganei o bobo na casca do ovo!", Mas me mantive firme!

Vinte minutos depois, a porta da frente bateu. Levantei, peguei meu celular e contei três minutos (o tempo que você leva para chegar no carro), abri a caixa de mensagem e escrevi : "Fala sério,sou uma ótima atriz não é? Acordei no momento em que seu sapato bateu na madeira. Quem foi que disse que pedra acorda fácil assim? Hein? Mas enfim, meu bem. Bom dia, bom trabalho e Eu Também te Amo!"

Um minuto foi o suficiente: "Você é muito pilantrinha né pequena? Me aguarde..."

E assim começa, o dia  por aqui. Com bom humor e muito amor!
Saber valorizar as minímas coisas,faz total diferença no nosso cotidiano.
Se permita dar atenção a detalhes, ria daquilo mais bobo (sem ofender ninguém) que te ocorrer, e aprenda e exerça a escuta. Ela é importante.
E transmite sutileza.

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

É Tão Simples Ser Feliz...


Ainda estamos na metade da semana, e a cada dia que passa parece que esse despertador toca cada vez mais cedo!
Levanto da cama sem muito esforço (confesso que não sou dessas que enrola na cama) e vou direto para o banho.
A parte mais legal do dia! Amo o tim tim tim das gotas...

Em seguida claro que o café não pode e nem deve faltar, duas xícaras é o mínimo.
Aproveito esse tempo par me atualizar do mundo (se é que você me entende...) e sempre de olho na hora.
Se tem algo que detesto é chegar atrasada!

Ultimamente tenho tido a oportunidade  de ver o por do sol de fora do meu quarto, antes eu só conhecia ele da minha janela.
Hoje mesmo pela manhã, me controlei pra que as pessoas não me enxergassem como a louca que chora com esse fenômeno tão lindo,que pouco conheço (de perto). Oque para elas deve ser algo até que corriqueiro.

Orando pra que esse pensamento apenas evolua!

As horas passam, entre vários bocejos e passeios de dois minutos ao  bebedouro, fico pensando no que me espera ao chegar em casa.

Tenho um compromisso diário. Uma meta a seguir.
E não  posso e nem quero parar!
Sei que agora, mais do que nunca isso vai sugar minhas forças.
Minha mente fica a mil,quero pensar em algo. Não sou de contar muito com inspiração (se eu for depender dela, não vou criar absolutamente nada!).

Eu chego cansada, matar um leão por dia tem lá suas complicações.
Mas não posso me deitar sem realizar minhas tarefas. Sei que não aguento nem ficar em pé nem mais um minuto... seja forte! Não durma...só mais um pouco!

Até que depois de muito lutar comigo mesmo, vejo o resultado do meu esforço e digo que VALE A PENA!
Ver o quanto foi gratificante pra alguém cada palavra que me dedico a escrever, faz com que qualquer preocupação suma, e sinto cada vez mais e mais vontade de vir aqui e dizer o quanto gosto de tudo isso!

Independentemente de como foi estressante o dia, se estou triste com algo ou qualquer transtorno que passe, tenho me esperando em casa, a alegria com a simplicidade como complemento.
Trago na bagagem suspiros puros de satisfação, e olho para o horizonte com uma sensação de que não quero que o dia termine.
Mas sei que o amanhã, pode ser tão inacreditável quanto hoje!



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