segunda-feira, 13 de julho de 2015

Deixo ir...traz de volta. Sinto Saudade...

Cansada, é assim que me defino.

Mas não cansada de trabalhar ou estudar -com respeito a isso estou bem tranquila - mas minha mente, meu coração passaram por uma semana difícil.
Eles estão perdidos - de certa forma - confusos e um pouco tristes.

Inquieta, já não aguentava mais o pesar e ter que esconder isso das pessoas só piorou a situação.
Fui atrás de respostas.
E no fundo de tudo, as encontrei.
De certa forma, por um momento odiei o que vi.

Saudade.

Uns minutos ali, a sós com ela, e foi o bastante para me familiarizar.

OK. Ela não é tão ruim assim.

Apenas rejeitei a ideia dela me perturbar durante dias.
Bem, ainda estou me acostumando.

Pelo menos agora, não estou tão cansada.

Vivo em uma montanha russa, hora estou alegre, hora essas presepadas acontecem.

Mas a verdade é que eu já sabia que algo assim ia acontecer... Meu único erro foi não me preparar...
E a quem diga que a saudade que existe aqui é de algo único.
Digo a você que não se engane, pois muitas coisas me fazem falta.

Aos poucos descubro, alimento e depois - quem sabe - acabo com ela.
Não sei...está cedo pra decidir isso ainda.

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sábado, 11 de julho de 2015

Poema: A Verdadeira Liberdade

Oi, tudo bem? Ultimamente venho pensando o quando precisamos ser livres e que não devemos nos influenciar pelas dores que passamos... E acabei encontrando esse poema lindo que se encaixa, ó:

A Verdadeira Liberdade
A liberdade, sim, a liberdade!
A verdadeira liberdade!
Pensar sem desejos nem convicções.
Ser dono de si mesmo sem influência de romances!
Existir sem Freud nem aeroplanos,
Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço!

A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava
Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim...
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente,
A noção jurídica da alma dos outros como humana,
A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez
Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo!

Passos todos passinhos de criança...
Sorriso da velha bondosa...
Apertar da mão do amigo [sério?]...
Que vida que tem sido a minha!
Quanto tempo de espera no apeadeiro!
Quanto viver pintado em impresso da vida!

Ah, tenho uma sede sã. Dêem-me a liberdade,
Dêem-ma no púcaro velho de ao pé do pote
Da casa do campo da minha velha infância...
Eu bebia e ele chiava,
Eu era fresco e ele era fresco,
E como eu não tinha nada que me ralasse, era livre.
Que é do púcaro e da inocência?
Que é de quem eu deveria ter sido?
E salvo este desejo de liberdade e de bem e de ar, que é de mim?

Álvaro de Campos, in "Poemas (Inéditos)"
Heterónimo de Fernando Pessoa


Gostaram? Até sábado que vem ♥ 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Oportunidade de Amar...

Fones nos ouvidos, música tocando mas meus pensamentos estão longe... Bem longe...
Me deparei com uma foto sua nas redes sociais.
E comecei a questionar "por que cargas d'água me apaixonei por você?"
Uma menina de 15 anos, que julgava amar como mulher de 25.
Dizia que meu amor por você era verdadeiro... E vou confessar que sim: era amor. E não paixão.
E sim era verdade. Mas hoje ele não mora mais em mim.
Mas a questão aqui é: por qual motivo cheguei a esse ponto?
Falam que essas coisas não tem explicação... E realmente, algumas situações não há como explicar.
Porém, lembrando daquela época, fui atrás de respostas.
Sempre me apaixonei por meninos que não eram muito bonitos, super inteligentes e mais esse monte de características que são postas no pódio por muita gente.
Pra despertar o melhor dos sentimentos em mim não é preciso muito esforço.
(Não estou dizendo que sou boba, ok? OK!)
Gosto de senso de humor (e ao meu ver, você tinha isso). Nunca vi alguém se divertir tanto fazendo piada do meu 1,53. (Acho que cresci 1cm).
Sempre caia na gargalhada com as coisas sem sentido que você falava.
Eu gostava do som da sua risada. To falando sério! Gostava mesmo.
Não sou a louca apaixonada por gente alta - até porque não exijo dos outros algo que nem eu tenho - mas das poucas vezes que senti teu abraço, seu coração estava na altura dos meus ouvidos.
Talvez isso soe de forma estranha. Mas ouvir as batidas do teu coração (calmo por sinal, diferente do meu), me trazia segurança. Gostava de sentir essa segurança.
Diziam que suas roupas combinavam com as minhas.
É... Talvez combinassem (ou combinem, afinal não mudamos muito).
Gostava de suas roupas, do seu cabelo desarrumado.
Do seu boné com aba virada pra trás.
Você sempre estava com as mãos nos bolsos das calças.
Sempre achei isso curioso.
Mas - para mim - era charmoso.
Lembro de quando falamos de faculdade. Você queria cursar comunicação.
Fiquei surpresa com isso - até hoje você foi o único menino que conheci que não dava bola pra engenharia- e imaginei quantas conversas poderíamos ter.
Daquelas que um café fresco é sempre bem vindo.
Falando nisso, nossas conversas sempre eram um tanto quanto profundas.
Do tipo que você fica o resto da dia pensando nelas...Me fazia tão bem.
Por esses - e com certeza mais uma porrada de motivos - foi que me apaixonei por você.
E não que eu não sinta falta, apenas prefiro as lembranças boas.
Evito pensar que várias vezes você me deixou no escuro. E sem explicar o porque.
Mas é que eu gostava de você, com todos os seus complexos, medos, falhas, qualidades que um garoto de 17 anos tem.
Deixo aqui meu muito obrigada - embora eu acho que você já sabia disso - por despertar em mim cada sensação maravilhosa. Por cada frio na barriga.
Pelos dias ensolarados.
Pelos três anos de amor verdadeiro... Por mais que ele não tenha sido recíproco.
Tive a oportunidade de amar.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Conversa entre amigas

Hoje a saudade, a solidão e as lembranças vieram me fazer uma visita.
Convidei cada uma para sentar ao meu lado no sofá.
Começamos a conversar.

As três se fundem ao mesmo tempo que se separam.

Conversamos sobre meus antigos sonhos, minhas listinha de desejos.
Até mesmo a minha indecisão entrou na roda da conversa, meus antigos amores e paixões.
Tudo que faz parte de mim e que em conjunto formam o ser que sou hoje.

Rimos das vezes em que planejei algo que saiu totalmente fora do roteiro, e acabou virando piada.
Choramos com cada momento em que me recordava das perdas que tive. As últimas duas foram repentinas e uma seguida da outra.
Foi nessa fase que aprendi a caminhar sozinha, pois vi meu apoio indo sem ao menos se despedir.

Suspirei ao lembrar de cada lição e valor que agreguei.

Por aquilo que batalhei, de ver onde cheguei e temi de certa forma, do amanhã que eu não enxergo.
Depois de tudo isso, descobri que elas não vieram até mim a toa.

As três juntas, me mostraram que ainda tem muito mais por vir.
Muitas coisas a descobrir, muitos amores pra viver, muitas aventuras, muitos medos, algumas poucas (ou não) inseguranças, muito chão pra batalhar mas me garantiram que meus olhos contemplaram cada conquista.

Colocaram na minha frente, um leque de emoções e sentimentos.
Foram um pouco mais a fundo, e tiraram de dentro da minha alma um resquício da minha essência e disseram " você pode ter o mundo em suas mãos, mas será tudo em vão, se você não levar ele com a mesma essência de quando tudo começou ".

Ao irem embora, deixaram comigo a sede pela vida, a ansiedade pelas coisas novas e como sabiam que eu não conseguiria lidar com tanta empolgação, ,junto do sofá deixaram também um tanto de calmaria.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Radicais

Acho engraçado a reação de algumas pessoas a atitudes que pra outras tantas, parece ser algo bem corriqueiro.

Esse fim de semana fiz algo que planejava a meses: cortei - de verdade - meu cabelo. (Aí você pensa, "e precisa se planejar pra isso?. E eu te respondo " sim... Precisa ").

E ao aparecer com as madeixas curtas e a nuca fresca em plena segunda feira de sol no trabalho, enxerguei olhos arregalados de susto.

Deixo claro aqui que no meu meio profissional, não se pode andar com cabelo solto a menos que seja curto.

Então estava sempre de coque ou rabo de cavalo. Ele era bem comprido.

"Meu Deus!!! Você cortou o cabelo?! Como você é corajosa ", ao mesmo tempo que falavam levavam as mãos a boca em sinal de espanto.

Eu tirava sarro daquilo!

Sempre tive cabelo curto, desde bem criança. Raras foram as vezes em que ele foi longo.

E gosto muito de observar o quão intrigada e chocada as pessoas ficam.
Uns gostam, outros já vêem de forma repugnante.

Bom...eu nem ligo! (Momento rebelde)

Mas oque quero dizer com todo esse relato, é que enxergo muitas coisas interessantes que pouco de destacam no espanto das pessoas em relação a " radicais ".

Se parar pra ver, tem um pouco de curiosidade, medo e claro, susto no olhar delas.
E até um tantinho de admiração.

Repare que sempre dizem coisas como " nossa que coragem! "
"Ficou lindo... Mas eu não faria em mim", " por que você fez isso? "

Enfim, é algo realmente bem intrigante.

Me divertia muito enquanto observava minhas colegas de trabalho avaliar meu cabelo.
Mas como sempre digo: não tenho paciência pra fios longos!

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Basta apenas curtir ;)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Segundas Feiras Merecem Mais Respeito!

OK vamos lá. Tudo de novo.

O dia mais frio do ano já passou, não preciso temer os ventos gelados que batiam em minha orelha.

Segunda feira... Por que tanta gente te odeia? Poxa vida, você é tão legal!

Ouço coisas horríveis a teu respeito.

Do tipo: "mais uma segunda?" "já é segunda?" , " o pior dia da semana. "...

Fico me perguntando qual será o problema das pessoas em relação a você.

Elas reclamam em geral, porque parece que " segunda feira" é sinônimo de vida chata, mesmice, trabalho escravo, dia intolerante, dia ruim.... PUF! Balela!

Posso te falar uma coisa? Não fica triste com isso não.

Eles não sabem aproveitar você... Muitos não enxergam o teu valor.

Estão cansados... E consequentemente, tratam os outros dias como se fossem "segunda feira".

Mas nem sempre, o nosso dia ruim caíra numa segunda feira.

Ele pode ser qualquer dia.

Então, não reclame dela. Ela traz consigo, mais uma semana de recomeços e oportunidades.

E cada dia vivido é uma batalha.

Aprenda a gostar dela e verás que ela só terá coisas boas a te oferecer.

domingo, 5 de julho de 2015

A Distância Me Deixou Mal Acostumada

- Amor da licença, você ta na frente da TV.
- Desculpa é que eu vou beber água, to com muita sede.
- Mas até cinco minutos atrás você foi beber água. E até onde sei, a geladeira não está na frente da televisão. Toda vez que passa aí, fica parado com pose de boy esperando o ônibus.
- Nossa amor é que eu realmente estou com muita sede. - gritava da cozinha enquanto pegava a água.

Alguns minutos passaram.
- Paula, que horas são?
Olhei no celular.
- 18:56.
- Eita! Já? Ta na hora da janta! Vamos, o que vamos comer hoje?
- Jantar? Mas a meia hora atrás esse pote de pipoca estava cheio, o chocolate você comeu inteiro e o tempo todo vai até aquela cozinha.
Num tem nada de janta agora não!

Nesse momento eu me estressei.
Mas voltei para meu filme - que por sinal voltei um pouco porque enquanto te dava uma bronca perdi alguma cena- olhei para o lado. Um menino de 20 anos com um bico de uma criança de 3.
Achei bonito. E desnecessário. Mas dei uma risada.

De repente, tem um ser na tapando minha visão novamente.
- Felipe! Que bicho te mordeu?
- To com sede, de novo.
- E por qual motivo você não da a volta no sofá? Ou então, passasse mais rápido?
E para de ficar fazendo pose na minha frente!

Ta OK.... Desculpa. Fui muito rude.

Por fim o filme acabou.
Porém percebi que muitos minutos passaram, e a luz da cozinha estava apagada. Mas você não tinha voltado.

"Eita ferro! Aconteceu alguma coisa.
Acho que fui muito grossa.
Não devia ter gritado com ele.
Vou lá pedir perdão .
Fiquei dois meses sem ver o Felipe, pra quando ele voltar de viagem ser recebido desse jeito?! Não dá! "

Fui a andando, meio que no escuro até encontrar o interceptor e ascender a luz.

- Por que você ta sozinho aqui nesse frio? Volta. O sofá ta quente. E lembra, combinamos de ver um filme juntos.
- Até onde sei, você estava vendo sozinha.

Foi então que me dei conta.
Eu abandonei você.
O droga de tempo! Me acostumei com as quartas feiras sozinhas.

- Felipe. Des... - imediatamente, vi um par de olhos me olhando. Seriamente. Me deixando nervosa.- Desculpa. Eu sei, não estou te dando atenção. Você só queria me ver e conversar. E eu por ansiedade, já mudei os planos. Queria recuperar nossa rotina perdida. Foi mal.

Em momentos de tensão, o melhor com consolo é beijo na testa.

E foi essa sua resposta.

- Paula, eu sei que agora eu agi igual a uma menina pedindo atenção.
E nem eu e nem você estamos certos.
Mas eu tambem queria recuperar nossa rotina perdida.
E sim, eu desculpo você.

Quando te vi encostado na bancada de cabeça baixa logo pensei "pronto! Agora ele vai embora e só vai falar comigo sabe lá Deus quando!"

Porém o Felipe que conheço não tem essas "manias". Ele gosta de conversar, entender e resolver as coisas com um clima mais calmo e uma boa conversa.
O seu esforço pra me chamar atenção - embora não tenha sido nada sutil. E minha falta de atenção não tenha ajudado de primeira - foi recompensado.

- Meu bem, o que vamos fazer então?
- Rede! To com saudade da rede. De olhar as poucas  estrelas e milhares de nuvens com você.
- EBA! - Pulei no seu colo igual a uma menininha.- Sabia que eu nunca mais desarmei ela?
- É mesmo... Então vamos... Lá no
lugar que eu fiquei tinha várias...

Bom... A noite na rede foi como de praxe, a salvação para possíveis brigas.
Eu brincava com seus dedos enquanto ouvia as histórias da sua viagem.

Como sempre, tudo por aqui terminou muito bem!

sábado, 4 de julho de 2015

O Amor


Olá! Tudo bom? Sábado é dia de poemas por aqui, já preparam o coração? Então ó:
O Amor

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
 
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa


Até sábado que vem! ♥

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Primeiros... Primeiras...

As primeiras (vezes, momentos, emprego, amor, ida ao shopping...) nunca esqueceremos!

E ainda mais se for que nos marca muito.
Tanto de experiências boas quanto ruins. (Mas as boas mais ainda não é verdade?)

Hoje aconteceu algo comigo pela primeira vez!
Logo pela manhã.
Quando me dei conta de que era real, chorei com muito gosto!
(Choro mesmo, sou muito chorona).

Tem determinadas conquistas, sonhos e projetos que arquitetamos de um jeito incrível!
E quando vemos tudo acontecer, simplesmente ficamos diante de algo até mil vezes melhor do que o planejado.... Isso não é FANTÁSTICO?

(eu só espero que tudo esteja fazendo sentido, escrevi eufórica... To treinando essa parte ainda. Portanto, perdão por qualquer coisa)

E voltando a falar de "primeiros (a)", quando ainda nem temos noção do quão longe podemos ir com nossas metas, concretizar tudo de primeira parece ser um desafio.
E que desafio!

Mas nada que duas coisas não resolvam : Fé+Dedicação.

Acredito que daqui pra frente, tantos as minhas quantos as suas primeiras vezes, serão bem melhores!

"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."

- Hebreus 11:1

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Jeito de Ser

As pessoas são dotadas de qualidades maravilhosas - por mais que as vezes pareça ser difícil de enxergar isso - e juntando esse montinho de coisas boas que existe dentro de nós, nasce então o estilo de vida que deve seguir.

Mas antes que você caro leitor, pense que estou falando apenas de : ser alegre, ser positivo, responsável, amoroso.... E por aí vai...
Se enganou!

Qual a graça de encorajar alguém a seguir seus sonhos sem medo e indo aos poucos, sem levar consigo no peito a leve insegurança de não conseguir realizar os seus?
Afinal - tudo bem que nem tudo é assim - temos que ter conhecimento de caso, pelo que vamos falar.

Como vamos levar a alegria a alguém, sem antes passarmos pela tristeza?

Entende oque estou querendo dizer?

As nossas qualidades também abordam nossos medos, nossas manias, nossos valores, princípios, dores que carregamos no peito.

Pra darmos o nosso melhor, é preciso juntar cada pedaço, e nos mostramos inteiros.
Mesmo aquelas partes que talvez sejam mais desagradáveis.