domingo, 21 de maio de 2017

Somos Responsáveis Pela Dor Dos Outros. E Eles Pelas Nossas



Eu não queria voltar pra casa. Mas também não estava nem um pouco afim de ficar no lugar que estava.
Não me sentia disposta para sair, mesmo sabendo que permanecer em casa não me faria bem.
Sendo bem honesta, não fazia ideia do estava fazendo. Eu só tinha um desejo: poder viver em paz.

Mas a vida é muito​ injusta.
E como eu havia dito no desabafo anterior á esse "Tentar compreender a vida é inútil.
Ela nunca te avisa de nada. E raramente vamos estar preparados pra aquilo que ela tem pra nós." 
Então esperar paz de um fenômeno tão complicado exige de nós um esforço - e maturidade- muito grande.
Sofrer é necessário, é inevitável, é oque te dá impulso e base pra seguir em frente.
Mas cá entre nós, o fase chata né?! 
Parece que nada, absolutamente NADA faz sentido.
Seu corpo tem que trabalhar três vezes mais pra realizar qualquer tarefa. 
A mente fica pior do que turbulência de avião, só que 24 horas por dia, 7 vezes na semana, durante um mês que vai acarretando um ano...é assim por diante.
Se for como esse ser humano que vos escreve, tem um plus aí nessa situação: a ansiedade.
Ela acelera muito nossa vida, só que apenas na nossa cabeça. Porque na realidade não está acontecendo nada.

Esse é o problema: nada acontece! Nada se move! Nada se cria! Nada se transforma.
O desespero suga toda nossa energia, nos cansa de uma forma que mesmo sem sair do lugar, seus pulmões mal conseguem trabalhar, o coração age como se estivesse tendo um ataque cardíaco, perde-se o movimento da cintura pra baixo, tudo se enfraquece.
Enquanto tudo isso acontece, somos obrigados a ouvir coisas do tipo:
- Isso é preguiça. 
- Para de ser mole
- É falta de trabalho
- Não faz nada da vida
E mais uma porrada de coisas que pessoas que deveriam cuidar da gente, jogam na nossa cara, como se fosse a coisa mais fácil de se tratar.

E no final de tudo isso, muitas vezes temos que seguir a vida como se nada estivesse acontecendo. Como se fosse normal as pessoas se tratarem com tanto descaso. 
Criamos um hábito de não prestamos atenção uns nos outros, de fazer uma competição de quem tem a vida pior, de usarmos os sentimentos do nosso próximo pra nós favorecer e logo depois fazer uma trouxinha com esse coração e jogar no limbo.
Que horror perceber que o mundo é habitado por máquinas que tem veias pulsantes e corações batendo. 
Mas infelizmente é assim.
Nós todos somos responsáveis por toda dor que existe no mundo.